segunda-feira, 22 de março de 2010

A RESTAURAÇÃO DE DEUS NA TRAGÉDIA


A restauração de Deus na tragédia

Referência: Jó 1, 2, 42

INTRODUÇÃO

1.Um esforço concentrado do inferno para destruir a família

A família está sendo bombardeada com arsenal pesado. Há torpedos mortíferos apontados para a família. É a crise conjugal. É crise dos jovens. É a crise dos valores.

A família está perdida. A educação moderna está perdida. As instituições não sabem o que fazer para reverter essa crise.

2.Seis áreas básicas que o inimigo tenta atacar em nossa vida

a)Nosso relacionamento com Deus

b)Finanças

c)Filhos

d)Saúde

e)Casamento

f)Amizades.

3.Deus proclama o caráter de Jó – 1.8

Deus conhece os que são seus. Deus conhece sua vida. Ele sabe quem é você. Ele sabe o que você não faz e o que você faz. Ele conhece seus pensamentos, seus desejos, seus sonhos. Deus elogia Jó pela sua piedade e integridade.

4.Satanás levanta suspeitas sobre as motivações de Jó – 1.9-11

Ele disse que Jó serve a Deus por interesse.

Disse que Jó serve a Deus porque Deus o tem enriquecido.

Satanás acusa Jó de amar mais o dinheiro, os filhos e a saúde do que a Deus.

5.Deus constitui Jó como seu advogado na terra – 1.12

Deus confia em Jó. Jó não sabia, mas ele havia sido constituído como advogado de Deus na terra ao passar pelas duras provas e revezes da vida. Se Jó naufragasse, era o nome e a reputação de Deus que estava em jogo.

I.OS TORPEDOS DO INFERNO NA FAMÍLIA DE JÓ

1.Satanás acatou os bens de Jó – 1.13-20

a)Ele usou homens – sabeus e caldeus roubaram e saquearam os rebanhos de Jó. Ele foi espoliado, roubado. Jó decretou falência. Foi à bancarrota. Abriu concordata.

b)Ele usou fogo – queimou ovelhas e servos (1.16).

Jó sendo o homem mais rico do Oriente, ficou pobre, sem crédito. Sua empresa faliu, seu negócio acabou.

A crise financeira é a crise de muitas famílias hoje. É o investimento que não deu certo. É o negócio que se frustrou. É a empresa que não reage. É a globalização que solapou sua estabilidade. É o jovem que sai da Faculdade sem perspectiva de emprego. É o pai de família que é mandado embora aos 50 anos e não arranja mais emprego.

Talvez um acidente, uma tragédia, uma mudança de política na empresa pegou você de surpresa e pôs sua vida financeira de cabeça para baixo. Tudo que você construiu durante anos foi de água para baixo.

2.Satanás atacou os filhos de Jó – 1.19

a)Jó era um pai exemplar (1.4,5) – Jó inspirava amizade no coração dos filhos (1.4). Ele tinha comunhão com os filhos (1.5). Ele santificava os filhos (1.5). Ele orava por todos os filhos (1.5). Ele orava pelos filhos de madrugada e continuamente (1.5). Ele priorizava a vida espiritual dos filhos.

b)Satanás atacou os filhos de Jó num dia de festa e comunhão familiar – Todos os filhos morreram num único desastre. Jó vai para o cemitério sepultar todos os seus 10 filhos de uma única vez. Sua dor é indescritível. Jó raspou a cabeça, mostrando que a sua glória havia apagado.

c)Os amigos de Jó o acusam – Disseram que a habitação de Jó havia sido amaldiçoada (5.3). Disseram que seus filhos haviam sido desamparados e destruídos (5.4). Disseram que seus filhos eram rebeldes e por isso Deus os havia destruído (8.4).

d)Quem sabe este é dilema da sua vida hoje – Há muitos filhos que estão sendo atingidos pelos dardos inflamados do maligno. Há muitos pais e mães que estão chorando pelos filhos. Há muitos filhos que estão no mundo, no vício, no pecado. Quem sabe seus filhos são rebeldes, desobedientes e isso está acabando com você.

3.Satanás atacou a saúde de Jó – 2.4-6

Satanás achou que Jó amava mais a sua pele do que a Deus.

Jó então foi ferido: infecção, mau hálito, dor, pele necrosada, corpo encarquilhado. Raspava suas feridas com cacos de telha.

As pessoas cuspiam nele. Seus ossos ardiam. Formavam-se bolhas de pus e ele mordia nessas bolhas para aliviar sua dor.

Sua dor foi tão grande que ele: 1) Desejou morrer no ventre da mãe (3.11; 10.18); 2) Desejou morrer ao nascer (3.11); Desejou que os seios de sua mãe estivessem murchos para morrer de fome (3.12); 4) Procurou e desejou a morte, mas a morte fugiu dele (3.21,22).

Quem sabe você vive o drama de uma enfermidade na família, uma doença crônica, um diagnóstico sombrio e uma cirurgia iminente.

4.Satanás atacou o casamento de Jó – 2.9,10

A mulher de Jó não suportou a pressão. Ela estava acostumada com o sucesso e não com o sofrimento. Ela estava acostumada com as glórias da prosperidade e não com o vale da adversidade.

Ele se insurgiu contra Deus, blasfemou contra ele, ergueu os punhos contra o céu e ordenou seu marido a romper com Deus e morrer.

Jó enfrenta o drama da crise conjugal. Do abandono da esposa na hora da sua maior solidão e aflição. É a dor que supera o romance. É a revolta mostra a carranca. É a crise no casamento que se instala. É o divórcio do cônjuge e depois dos filhos.

5.Satanás atacou as amizades de Jó

Eles são amigos – Vêm de longe.

Eles são solidários – Choram

Eles acusam Jó de:

a)Dizem que Jó não é convertido – 22.21-30ç

b)Dizem que Jó é um pecador endurecido – 11.3

c)Dizem que Jó é rebelde contra Deus – 34.35-37

d)Dizem que Jó é hipócrita – 4.3-5

e)Dizem que Jó é adúltero – 8.6,7ç 22.5

f)Dizem que Jó é ladrão – 18.19

g)Dizem que Jó é explorador dos pobres – 22.6

h)Dizem que Jó é insensível às necessidades dos aflitos – 22.7,9

i)Dizem que Jó é louco – 5.2

Quem sabe seus amigos mais achegados se voltam contra você: é a decepção, a mágoa, a traição, a acusação insolente, injusta.

II. A ATITUDE DE JÓ DIANTE DO DRAMA DO SOFRIMENTO

1.Jó desaba com Deus sobre sua dor

Jó, na sua angústia levou aos céus 16 vezes a pergunta: POR QUE.

a)Por que estou sofrendo

b)Por que perdi meus filhos

c)Por que Deus não responde minhas orações

d)Por que perdi meus bens

e)Por que meu casamento acabou

f)Por que meus amigos me acusam

g)Por que Deus não me mata

Jó estava cheio de queixas. Ele levantou 34 queixas contra Deus.

2.Ninguém entendeu a causa do sofrimento de Jó

a)Satanás – Ele serve a Deus por interesse.

b)A mulher de Jó – Revolta-se contra Deus, abandona-o e pede ao marido para desistir de Deus e morrer.

c)Seus amigos – A causa são os pecados de Jó.

d)Jó – acha que suas aflições foram impostas por Deus.

e)Ninguém discerniu que era Satanás que estava atacando Jó. Ilustração: SARA.

III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DE JÓ

1.Deus não respondeu sequer um dos questionamentos de Jó, mas faz-lhe 70 perguntas.

Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra

Onde estavas tu quando eu espalhava as estrelas no firmamento.

Onde estavas tu quando eu punha limite nas águas do mar.

Deus mostrou para Jó sua soberania.

Quando não pudermos entender o que Deus está fazendo: podemos saber que ele está no controle e é nosso Pai.

2.Tudo que Satanás intentou contra Jó, Deus reverteu em bênção

Satanás tentou afastar Jó de Deus, mas Jó ficou mais perto do Senhor.

Satanás tentou destruir a confiança de Jó através do sofrimento, mostrando que Deus não era nem soberano nem amor; mas Jó se curva diante da soberania de Deus – Ilustração – O satanista que enviou uma compra para uma crente em necessidade.

Satanás tentou azedar o coração de Jó com mágoa de seus amigos, mas Jó intercede por eles.

Satanás tentou tirar tudo de Jó, mas Deus devolveu-o em dobro.

Jó compreendeu seis coisas:

1)Ele entendeu que não há crise que Deus não possa reverter – “Bem sei que tudo podes…” (42.2);

2)Ele entendeu que os desígnios de Deus não podem ser frustrados: “E nenhum dos teus desígnios pode ser frustrado” (42.2);

3)Ele admitiu que o seu conhecimento de Deus era superficial – “Eu te conhecia só de ouvir” (42.5);

4)Ele passou a conhecer a Deus de forma mais profunda a pessoal – “… mas agora os meus olhos te vêem” (42.5);

5)Ele reconheceu sua precipitação no falar – “Na verdade falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (42.3);

6)Ele passou a conhecer profundamente a si mesmo – “Por isso me arrependo no pó e na cinza” (42.6).

3.Deus restaurou a sorte de Jó

Deus restaurou todas as áreas atingidas na vida de Jó:

a)Deus restaurou os bens de Jó – dando-lhe o dobro. Hoje Deus pode por em ordem sua vida financeira. Ele pode reerguer você. Ele é o Deus da provisão.

b)Deus restaurou a saúde de Jó – Viveu mais 140 anos. Ele viu seus filhos e os filhos de seus filhos. Ele teve uma vida longa e feliz. Deus pode curar suas enfermidades. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus filhos crescendo, se casando. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus netos e sendo instrumentos de bênção no mundo.

c)Deus restaurou o casamento de Jó – O casamento de Jó foi curado, transformado. Acabou a mágoa, a revolta, o esfriamento. Deus é especialista em reparar vasos quebrados. Para Deus não há causa perdida nem casamento perdido. Talvez você pensa que o divórcio é a única saída. Mas Jesus pode transformar a água em vinho.

d)Deus restaurou os filhos de Jó – Agora, Jó tem 10 filhos no céu e 10 filhos na terra. Não deu o dobro, porque não perdemos os nossos filhos com a morte. Seus filhos são filhos da promessa. Não abra mão de seus filhos. Aqueles filhos que hoje podem estar lhe trazendo dor, amanhã serão baluartes nas mãos de Deus.

e)Deus restaurou os amigos de Jó – Em vez de guardar mágoa das pessoas que falam mal de você, ore por eles. Porque através da intercessão Deus vai curar você e perdoar seus amigos.

CONCLUSÃO

Deus pode restaurar sua família. Deixe de murmurar. Dobre os joelhos e comece a orar e os céus se manifestarão;

Foi quando Jó começou a orar que a sua cura brotou.

Jó começou esse processo tendo Deus como o ponto principal de relacionamento e terminou com Deus em primeiro lugar.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

EVANGELIZAÇÃO: ORDEM DE CRISTO, MISSÃO DA IGREJA E NECESSIDADE DO MUNDO


O evangelho é a boa notícia de que Deus ama os pecadores e enviou seu Filho para resgatar os que estavam cativos e dar vida aos que estavam mortos nos seus delitos e pecados. A evangelização é a comunicação dessa boa notícia, no poder do Espírito Santo, instando aos pecadores, com senso de urgência, que se reconciliem com Deus. Vamos considerar, agora, o tema supra citado.

1. A evangelização é ordem de Cristo - Jesus fez-se carne, viveu em perfeita obediência ao Pai, cumpriu sua santa lei e satisfez sua justiça violada por nós. Morreu na cruz em nosso favor, ressuscitou dentre os mortos para a nossa justificação e consumou a obra da nossa redenção. Em seguida, comissionou seus discípulos a ir por todo o mundo, até aos confins da terra, pregando o evangelho e fazendo discípulos de todas as nações. Essa grande comissão é repetida em todos os Evangelhos e também no livro de Atos. A evangelização não é uma opção; é uma ordem. A evangelização é uma tarefa imperativa dada pelo soberano Senhor do Universo. Silenciar-se acerca das boas novas de salvação é um ato de rebeldia contra Cristo e uma atitude de desamor aos homens. O universo inteiro ouve a voz de Cristo e a obedece. O vento ouve sua voz e se aquieta. O mar escuta a sua ordem e se acalma. Os demônios obedecem sua ordem e batem em retirada. Seríamos nós, seu povo, os únicos no universo a nos rebelarmos contra sua autoridade e nos insurgirmos contra suas ordens?

2. A evangelização é missão da igreja - Jesus deixou nas mãos da igreja a responsabilidade de pregar o evangelho. Essa tarefa é nossa e de mais ninguém. Se nos calarmos seremos tidos como culpados. A evangelização é uma tarefa intransferível. Somente a igreja, remida pelo sangue do Cordeiro, é portadora dessa boa nova. Nenhuma instituição humana tem essa credencial. Nem mesmo os anjos podem cumprir essa gloriosa missão. Fomos chamados do mundo para sermos enviados de volta ao mundo como embaixadores de Deus, como ministros da reconciliação, como despenseiros da multiforme graça de Deus. O método de Deus é a igreja.
Se o ímpio morrer na sua impiedade, ele vai perecer e Deus vai lançar sobre nós o seu sangue. Precisamos compreender que a evangelização é tanto um privilégio como uma responsabilidade. Mas, precisamos entender, também, que a evangelização é uma missão urgente. Não há esperança de salvação depois da morte. Depois da morte vem o juízo. O tempo é agora; hoje é o dia da salvação.

3. A evangelização é necessidade do mundo - O homem de qualquer tempo, raça ou cultura precisa de Cristo. O homem não pode salvar-se pelos seus próprios esforços. Suas obras não podem levá-lo ao céu. Sua religiosidade não é suficiente para reconciliá-lo com Deus. A salvação não é um caminho que abrimos da terra para o céu. Ela vem do céu à terra, de Deus para o homem. A salvação é planejada, executada e aplicada por Deus. O homem não pode fazer nada para redimir-se dos seus pecados. Ele é prisioneiro do pecado e impotente para livrar-se dele. A fé em Cristo é o único meio pelo qual o homem pode ser salvo. Mais do que saúde e bens, o homem precisa do evangelho. Mais do que riquezas e sucesso o homem precisa de Cristo. O evangelho é a maior necessidade do mundo e a evangelização é a maior expressão de amor da igreja pelo mundo.


Rev. Hernandes Dias Lopes

EU SOU PENTECOSTAL...ALELUIAAA!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

RELACIONAMENTO FAMILIAR - PASTOR HERNANDES DIAS LOPES

COMO VAI SUA FAMÍLIA?


Referência: Gênesis 24.63-67; 25.20-21; 26.7-11; 27.1-46

INTRODUÇÃO

1. Casaram-se e foram felizes para sempre. Isso é frase de impacto, mas não é real. Não existe felicidade automática. Ela precisa ser construída com renúncia e investimento.

2. 50% das pessoas que vão sorrindo para o altar no dia do casamento, passam o resto da vida chorando por causa do casamento. 70% das pessoas que se casavam de novo, descobrem que o segundo casamento é mais problemático do que o primeiro. O impacto do divórcio na vida de algumas crianças é mais forte do que a própria morte de um dos pais.

3. Ao atender uma jovem senhora em prantos, com a palma da mão rasgada numa briga conjugal. Perguntei-lhe: quantos anos de casamento? Ela me respondeu: dois meses. Outra mulher com seis meses de casamento, disse-me: eu não sei o que é ser feliz no casamento.

4. No casamento é possível começar bem e terminar mal. É possível começar na dependência de Deus e perder o temor de Deus no meio do caminho. É possível começar em harmonia e terminar com feridas e mágoas. É possível fazer um casamento dentro da vontade de Deus e destruí-lo com as próprias mãos. É possível começar com intenso amor e afogar o casamento do mar da indiferença, da amargura e da separação.

5. Como está seu casamento? É aquilo que você sonhou? Como está sua família? É o que você planejou? Vejamos agora um casal que começou bem e terminou mal, uma família que tinha tudo para dar certo e sofreu rezeves terríveis.

I. UMA FAMÍLIA QUE TINHA TUDO PARA DAR CERTO

1. Isaque era um excelente partido
a) Ele era jovem – Ele casou-se com 40 anos (25:20). Tendo em vista que ele morreu com 180 anos (35:28-29). É o mesmo que um homem que chega aos oitenta, casar-se com 20 anos. Estava no auge do seu vigor físico.
b) Ele era herdeiro único de uma grande fortuna – Isaque era o herdeiro único da grande fortuna de Abraão (24:35-36). Era um jovem rico, com vida financeira estável.
c) Ele era herdeiro de um futuro espiritual glorioso – A descendência espiritual de Abraão seria através de Isaque (21:12). Isaque seria pai de uma multidão.
d) Ele era um homem espiritual – Isaque tinha o hábito de meditar nas coisas de Deus (24:63). Ele era um homem de oração. Ele temia a Deus. Ele aprendeu isso aos pés do seu pai Abraão.

2. Rebeca foi a escolhida especialmente por Deus
a) Abraão entendeu que Isaque precisava casar-se com uma jovem fiel a Deus (24:3) – Abraão sabia que Isaque não podia casar-se com uma cananita (24:3). Eles não serviam ao mesmo. Eles adoravam outros deuses. Abraão estava decidido em orientar o seu filho nessa área vital da vida. Os pais precisam ser mais participativos no processo da escolha do cônjuge para os seus filhos. Abraão mandou buscar uma jovem de dentre o seu povo. Abraão estava convencido de que Deus é quem dá a esposa prudente (Pv 19:14; 18:22).
b) Abraão procurou o seu servo mais velho para fazer isso (24:2) – É significativo que Abraão não chamou um jovem, um boy, um garatão, mas o seu servo mais velho, mais experiente para escolher uma esposa para o seu filho. Os jovens precisam ouvir os conselhos dos mais velhos na área do casamento.
c) Abraão e seu servo buscaram a direção divina na escolha (24:7,14) – Precisamos orar a Deus pelo casamento dos nossos filhos. A vontade Deus precisa ser feita nesta importante área da vida.
d) Rebeca tinha todos os dotes desejados – Ela era bonita (24:16), trabalhadora (24:15), prestativa (24:20), amada (24:55), decidida (24:57-58) e recatada (24:65).
e) Isaque a amou (24:67) – Foi amor à primeira vista.
f) Isaque orou por Rebeca 20 anos (25:21, 26).

II. UMA FAMÍLIA AMEAÇADA PELA IMPRUDÊNCIA

1. A falta de transparência – 26:7-11 – Isaque imita os erros do pai e expoõe sua mulher ao perigo (26:7). A beleza da sua mulher tornou-se um fator de crise no casamento.
a) A mentira – O mesmo Isaque que tivera tantas vitórias com Deus, agora fracassa na área moral. Ele que já vencera provas maiores, agora cai diante de uma prova menor. Israel venceu Jericó e caiu diante de Ai. Davi venceu um leão e caiu na teia da impureza. Sansão matou mil filisteus com uma queixada de jumento, mas caiu se deixou derrotar no colo de uma filistéia. Isaque para poupar a sua vida afirma que Rebeca é sua irmã. Ele nega o mais estreito dos relacionamentos. Para salvar a sua pele, ele coloca a sua mulher em risco. Ele colocou a sua mulher na vitrine dos desejos. Em vez de amá-la e protegê-la, Isaque a expõe. Mas a mentira tem pernas curtas: a mentira contada (26:7), torna-se mentira descoberta (26:8). Isaque era marido dentro do quarto e irmão na rua. Ele estava vivendo uma mentira. A mentira descoberta, torna-se mentira reprovada (26:10-11). Isaque havia feito um grande mal a si, à esposa e ao povo filisteu. Seu mentira era uma loucura consumada que abalou os alicerces da confiança do seu casamento.
b) O egoísmo – Isaque pensou só em si. Ele olhou a sua mulher como um objeto que podia ser usado para a sua proteção. Ele abusou de Rebeca sem respeitar o seu caráter e sua dignidade. Sua mentira e seu egoísmo era uma negação do seu amor e do seu romantismo. Ele acaricia a sua mulher no recesso do quarto e nega o seu casamento em público. Sua covardia é maior do que o seu amor. Há cônjuges que só conseguem ter intimidade na cama, mas não expressam mais a harmonia conjugal nas suas palavras e atitudes. A partir daquele momento Rebeca não dialoga mais com Isaque. Eles fingem uma harmonia que não mais existe. O diálogo morreu na vida daquele casal. Quem planta egoísmo colhe solidão.
c) O medo – O amor lança fora todo o medo. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta. O medo de Isaque foi desamor à esposa e descrença em Deus. Isaque conseguiu grandes vitórias na vida profissional. Tornou-se um homem riquíssimo, mas fracassou no casamento. O pecado é maligníssimo. Isaque aprendeu a mentira com seu pai. Rebeca aprendeu a mentir com seu marido. Jacó com a sua mãe.

2. A falta de confiança e comunicação entre o casal - 27:5
• O tempo e o rotina começaram a desgastar aquele lar. O relacionamento de Isaque e Rebeca ficou estremecido. A comunicação morreu entre eles. Não havia mais diálogo. A harmonia do casamento era coisa do passado.
• Esse casal que começou de maneira tão bonita, agora chega à velhice sem intimidade, sem comunhão, sem diálogo. Agora Rebeca escuta os comentários do marido detrás da porta. Isaque não partilha com ela os desejos do seu coração. Um silêncio impera entre eles. Eles não confiam mais um no outro.

3. A falta de sabedoria na criação dos filhos - 25:28; 26:5-8
a) Eles têm preferência por um filho em detrimento do outro (25:28) – Eles ficaram 20 anos sem ter filhos e agora os filhos nasceram e são transformados em problemas. Eles transforam uma bênção num problema. Os filhos em vez de unir, separam o casal. Isaque tem preferência por Esaú e Rebeca por Jacó. Têm favoritismos. Eles fizeram dos filhos um motivo de tropeço para o casamento. Eles cometem um grave pecado contra os filhos. Eles têm preferência por um filho em prejuízo do outro. Jacó aprendeu esse erro com os pais e o comete mais tarde, amando mais a José do que os seus irmãos.
b) Eles semeiam o ciúme, a competição e o ódio no coração dos filhos (27:5-8) – Eles lançaram no coração dos filhos o ciúme, a inveja, a disputa, a competição. Em vez de amigos, os filhos cresceram como concorrentes e rivais. Eles se esqueceram de que na família, primeiro vem o cônjuge e depois os filhos. Rebeca ensina Jacó a mentir. Esaú passa nutrir ódio pelo seu irmão e a desejar sua morte (27:34,36,41). Jacó precisa fugir de casa para salvar sua vida. Esaú para vingar-se dos pais, pune-se a si mesmo casando com mulheres filistéias, que se tornam amargura de espírito para seus pais.

4. A falta do temor de Deus nas decisões - 27:13
a) A atitude pecaminosa de Isaque – Isaque peca contra Deus e contra seus filhos ao querer inverter o propósito de Deus (25:23).
b) A atitude pecaminosa de Rebeca – Rebeca tenta dar uma mãozinha para Deus usando o expediente da traição e da mentira. Rebeca estava fraca espiritualmente e começou a duvidar do cumprimento da promessa de Deus a Jacó. Isaque estava prestes a dar a bênção que Deus prometera a Esaú. Então, ela tomou os destinos na sua própria mão. Ela não acreditou em Deus. Ela duvidou de Deus. Ela agiu na frente de Deus. Ela fez as coisas do seu modo. Ela não aproveitou o momento para conversar com o marido. Ela decidiu enganar o marido e trair o filho Esaú. Ela instiga Jacó a mentir, a enganar, a trapacear. A mentira vem do maligno. Mas Rebeca estava tão cega e tão longe de Deus, que chega ao ponto de perder o temor de Deus (27:13).
c) Esaú ao ver o seu lar vivendo de aparências desprezou a Deus – Esaú passou a desprezar as coisas de Deus. Tornou-se um profano. Ele menosprezou os dons de Deus. Ele vendeu o seu direito de primogenitura. Esaú ao perceber que os seus pais viviam apenas uma coreografia de espiritualidade, casou-se com mulheres pagãs. Esse casamento foi uma tragédia na sua vida e na vida de seus pais (26:34-35).
d) Jacó aprendeu a ser um enganador dentro de casa – Jacó movido pela vontade inflexível da sua mãe enganou ao seu velho pai. Mentiu, forjando sua identidade. Passou-se por Esaú. Blasfemou contra Deus e deu um beijo de mentira em seu pai (27:18-20,24,26,27). Ele aprendeu com a mãe e daí para frente viveu como suplantador, enganador.

III. UMA FAMÍLIA QUE COLHE OS TRISTES RESULTADOS DA SUA IMPRUDÊNCIA

1. Isaque e Rebeca não aprenderam com os erros e foram deixando a família fracassar pouco a pouco
• Todo casal precisa aprender a reconhecer as falhas e se corrigir. O fracasso só é fracassso quando não aprendemos com ele. O fracasso não pode ser o nosso coveiro, precisa ser o nosso pedagogo. Isaque e Rebeca não faziam correção de rota. Eles não discutiam os problemas e nem se perdoavam. Eles iam deixando as coisas acontecer.
• As sequóias na California são as maiores árvores do mundo. Mas os besouros pequenos as colocam ao chão.

2. A família toda sofre as inevitáveis consequências do pecado
a) Isaque – O nome dele significa RISO, mas nunca mais Isaque teve motivo para rir. Em certo sentido ele perdeu os seus dois filhos num único dia. Um sai de casa fugido. O outro sai para vingar-se dos pais, punindo-se a si mesmo (28:9).
b) Esaú – Ele perdeu o respeito pela mãse. Ficou revoltado. Amargo. Desgostour-se com o seu lar. Passou a alimentar um ódio assassino por Jacó. Rebeca armou uma guerra dentro da sua própria casa. Seus filhos eram inimigos mortais.
c) Jacó – Jacó precisou fugir de casa. Sai como mentiroso, traidor, embusteiro. Sai com a consciência culpada, deixando um pai enganado, um irmão traído e uma mãe protetora fracassada.
d) Rebeca – Ela prometera a Jacó: “Retira-te para a casa de Labão e fica com ele alguns dias... e te farei regressar de lá” (27:42-45). Vinte anos se passaram e Jacó não voltou. Rebeca nunca mais vê o seu filho. Morre sem cumprir a promessa. Viveu amargamente a sua velhice ao ver o seu lar desmoronado pelas suas próprias mãos. Rebeca ainda foi incapaz de prever todo o alcance dos seus atos. O ódio despertado no coração de Esaú continuou por gerações futuras. Durante muitos séculos, os edomitas, descendentes de Esaú, seria inimigos de Israel (Obadias). Herodes, o grande, o homem que quis matar Jesus em Belém e o seu filho Herodes Antipas, o homem que ridicularizou Jesus no seu julgamento eram edomitas, descendentes de Esaú.

CONCLUSÃO


• Toda a família sofreu as consequências da imprudência de um casal que começou bem, mas não soube resolver os assuntos familiares com sabedoria.
• ISAQUE ficou só, envergonhado, sem sorriso, um grande homem, um grande empresário, um homem rico, mas um marido descuidado e um pai parcial.
• REBECA perdeu o seu filho predileto, perdeu o respeito de Esaú, traiu seu marido, não levou Deus a sério.
• JACÓ perdeu a casa, perdeu a mãe protetora, perdeu o amor do irmão e a consciência tranquila.
• ESAÚ puniu a si mesmo para vingar-se dos pais (28:6-9). Esperou o pai morrer para vingar-se do irmão.
- Como está a sua família? Como está o seu relacionamento conjugal? Há transparência? Há amor comprometido? Há fidelidade? Há brigas e mágoas dentro do seu lar? Como os seus filhos se relacionam? Eles são amigos? Vocês os tratam de forma justa e imparcial?
- Como está a comunicação no seu lar? Como está a reverência pelas coisas de Deus? Os nossos lares estão precisando urgente de um avivamento espiritual. Consagre hoje seu lar ao Senhor. Consagre seus filhos ao Senhor. Coloque o seu casamento no altar.
- Vinte anos depois Deus restaurou a amizade Jacó e Esaú. Mas Rebeca não viu e o pai estava muito velho para alegrar-se nessa restauração. Peça a Deus que faça você ver um milagre na sua família!


Rev. Hernandes Dias Lopes